Cancioneiro dito “dos ditos reais nas Terras juntas”

Núcleo de Carregal do Sal

O Cancioneiro dito “dos ditos reais nas Terras juntas” é um projeto de cocriação desenvolvido em 2024 e 2025, realizado diretamente com as freguesias de Beijós, Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Oliveira do Conde e Parada. Do encontro de mais pessoas que as que poderíamos algum dia imaginar, encontrámos mitos e fizemos deles nossos. Mesmo que não tivessem lugar nos lugares onde o fizemos viver.

Deste processo de dois anos, primeiro de escuta, depois de acção, resultou uma orquestra, a Tipic(ò)moderna — Orquestra Unitária para a Diversidade Mutualista das Terras Carregalenses com as suas próprias letras, partituras e vários concertos. Resultou uma exposição que multiplicámos por cinco; uma performance à boleia da procura de um rapaz e uma publicação.

A todos, porque sem todos não seria possível, o nosso agradecimento.

Publicação

Nesta publicação reúnem-se os textos finais criados a partir das histórias recolhidas com as comunidades de Carregal do Sal. A eles juntam-se as partituras das músicas criadas, bem como as respetivas letras. Todos os conteúdos são acompanhados de ilustrações de L Filipe dos Santos e Rosário Pinheiro.

Edição: Projecto Património / Memória Comum — Associação

ISBN: 978-989-99237-5-1
Depósito Legal: 558003/25

1.ª edição. 500 exemplares
Carregal do Sal/Viseu, 2025

Apresentação do livro

Dezembro, 2025

Textos, partituras e ilustrações, todas reunidas na mesma publicação. Primeiro, falámos dela perante uma plateia de 250 pessoas, depois, calmamente, um lanche com aqueles que fizeram este projeto permitiu que cada um admirasse o seu exemplar. São as memórias e canções eternizadas.

Atentem: Viram Este Rapaz?

17 e 18 de Outubro, 2025

Uma mulher percorre Carregal do Sal, Alvarelhos, Póvoa das Forcadas e Laceiras à procura do filho desaparecido. Mostra um retrato desbotado, fala com quem passa, pede atenção — não apenas para o rapaz que perdeu, mas para todos os que o tempo apagou. “Viram este rapaz?” foi a performance que Sónia Barbosa desenvolveu sobre a perda, a resistência e a urgência de continuar a procurar humanidade, acolhida com curiosidade e encanto.

"O Cão do Sebastião"

Setembro, 2025

São mais de dez as músicas que compõem este Cancioneiro e não é particularmente fácil escolher a favorita. Há quem preferia “O Nevoeiro”, ou aquela do Camisola Amarela. Aqui partilha-se “O Cão do Sebastião”, interpretada ao longo da viagem nas cinco freguesias.

Última paragem: Parada!

21 de Setembro, 2025

Depois de percorrer Carregal do Sal, que melhor lugar para terminar que em Parada? A TIPIC(Ó)MODERNA – Orquestra Mutualista para a Diversidade Unitária das Terras Carregalenses fechou o ciclo de cinco concertos na Igreja Principal, refugiada de qualquer intempérie e calorosamente acolhida pela população. Mais um concerto especial que nos vai deixar, pelo menos por agora, com saudades de escutar novamente estas canções ao vivo.

É o Sol, Sebastião!

20 de Setembro, 2025

Ameaçada pela chuva, mas brindada pelo sol, a TIPIC(Ó)MODERNA – Orquestra Mutualista para a Diversidade Unitária das Terras Carregalenses continuou a sua viagem com paragem em Cabanas de Viriato para mais um delicioso concerto.

O maior dos Grandes Concertos

14 de Setembro, 2025

A TIPIC(Ó)MODERNA – Orquestra Mutualista para a Diversidade Unitária das Terras Carregalenses apresentou-se no Centro Cultural de Carregal do Sal e, houvesse loiça para partir, estaria completamente estilhaçada. Um concerto fenomenal, cheio de energia deste grupo composto por membros dos 6 aos 90 anos, dirigido por Ana Bento e que hoje contou com as participações especiais de Sara Yasmine e António Serginho. Eles estão de parabéns. A ganhar ficámos todos nós.

Música em Oliveira do Conde

7 de Setembro, 2025

A Igreja Matriz de Oliveira do Conde foi o cenário perfeito para a TIPIC(Ó)MODERNA – Orquestra Mutualista para a Diversidade Unitária das Terras Carregalenses. No seu segundo de cinco concertos, a plateia encheu-se e escutamos canções que traçam as aventuras de Sebastião por aqueles mesmos lugares que nos recebem. Mais um dia especial não só para quem escuta, mas para quem toca!

A Digressão. Início: Beijós

6 de Setembro, 2025

Beijós, num final de tarde acolhedor no Anfiteatro 16 de Outubro de 2016, recebeu o primeiro de cinco concertos de apresentação. Dirigidos por Ana Bento, a TIPIC(Ó)MODERNA – Orquestra  Mutualista para a Diversidade Unitária das Terras Carregalenses brilhou e sincronizou aplausos com o público. Não se podia pedir melhor!

Uma exposição multiplicada

Setembro, 2025

As ilustrações de L Filipe dos Santos e Rosário Pinheiro deram corpo aos textos e letras escritas a partir da recolha com a comunidade. Se inicialmente prevíamos fazer uma digressão com a exposição, o acolhimento e interesse demonstrado por todos levou-nos a multiplicar as obras. Hoje, cada freguesia tem nas suas paredes ou arquivo um pouco deste Cancioneiro. 

Primeira volta: Festa das Colheitas

15 de Setembro, 2024

Alguns ensaios depois, a tipic(ó)moderna já afinava melodias para uma apresentação na Festa das Colheitas, em Oliveira do Conde, na Freguesia do mesmo nome. Foi um concerto onde demos e recebemos. Afinal acabámos a construir outro tema em que rimámos “Alvarelhos” com “ferunfunfelhos”!

Nasce a tipic(Ó)moderna

Julho, 2024

Munidos das primeiras letras e com uma ideia do que seriam as melodias que as acompanhariam, viajamos pelas cinco freguesias — ensaiando em cada uma — em busca de quem se juntasse à tipic(Ó)moderna – Orquestra Mutualista para a Diversidade Unitária das Terras Carregalenses! 

Escuta e recolha de histórias

Entre janeiro e junho, 2024

O trabalho desenvolvido no município de Carregal do Sal, com suas cinco freguesias, começou pelo ouvido. Durante muito meses visitámos tudo quanto se pudesse, em todas as ocasiões que o calendário comunitário tivesse já marcado. Fomos a festas (quem não?), participámos em leilões, comemos leitão e jogámos sueca. Jogámos “matrecos”, comprámos em feiras. Reunimos. Formalmente. Informalmente. Levantámos as pedras que escondiam ocorrências benignas, algumas, e outras menos.

Ficha Artística

Coordenação e Co-Direção Artística
Rui Macário Ribeiro

Coordenação Gráfica
Luís Belo

Direção Musical e Artística
Ana Bento

Assistência Direção Musical
Bruno Pinto

Coordenação de Produção
Cri Ferrão

Ilustração
L Filipe dos Santos
Rosário Pinheiro

Apoio à Produção
Joana Gomes Martins

Coordenação da
análise/avaliação Patrimonial
Liliana Castilho

Acompanhamento e Consultoria
Denise Grinspum

Tipic(ó)moderna – Orquestra Unitária para a Diversidade Mutualista das Terras Carregalenses
Alexandrino Figueiredo
Alzira “Janeira” Dias
Amélia Costa
Amélia Figueiras
Anabela Sousa
Bernardo Sousa
Bruno Pinto
Clara Dias
Cri Ferrão
Eduardo Silva Rolo
Emília Borges
Fernanda Brites
Fernanda Ribeiro
Inês Ribeiro
Joana Daniel
Laura Pais
Lourdes Saraiva
Luisa Amaral
Luisa Silva
Margarida Duarte
Margarida Ramos
Mariana Polónio
Miguel Fonseca
Orisia Silvestre
Ramiro Abrantes
Rita Veloso
Úrsula Pinto

Criação com a comunidade
Ana Bento (música)
Bruno Pinto (música)
António Serginho (música)
Sara Yasmine (música)
Rui Macário Ribeiro (narrativas)
Cristóvão Cunha (narrativas)
ZéTavares (objetos gráficos)

Sessões “Boleias”
Sónia Barbosa

Transcrições para partituras
Jasmim Pinto

O CANCIONEIRO é um projeto: Projecto Património / Memória Comum – Associação com apoio República Portuguesa | Direção-Geral das Artes, Município de Carregal do Sal e as freguesias de Beijós, Cabanas de Viriato, Oliveira do Conde, Parada e Carregal do Sal. Parceria com NACO.

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