O Cancioneiro é um projecto de co-criação, musical, narrativa e gráfica entre profissionais e a comunidade, a partir do território e suas existências, que pretende dar corpo a um novo Cancioneiro, registando e retratando, não a tradição enquanto tal, antes o “espírito do lugar” atual, como ele se manifesta com os seus habitantes e agentes.

Autores

Sara Figueiredo Costa

(Lisboa, 1978). Estudou literatura e linguística histórica na Universidade Nova de Lisboa, onde se licenciou e fez o mestrado. Desde 2002, é jornalista freelancer na área cultural, escrevendo sobre temas diversos. Assina crítica literária no Expresso e na revista Blimunda, entre outras publicações. É editora do suplemento literário Parágrafo, publicado mensalmente pelo jornal Ponto Final (Macau). 

Zétavares

(Beira, Moçambique. 1967). Curso de Artes Visuais da ARCA / ETA. Participação em exposições colectivas de pintura enquanto aluno da Arca e membro fundador do grupo de pintura “Anúncio Solúveis”. Ilustra semanalmente desde 2020 em publicações online, em colaboração com Sara Figueiredo Costa. Ilustrador de vários livros infantis, de poesia e alguns manuais escolares. Responsável pela programação artística da Galeria do Novo Ciclo ACERT. Co-projectista e responsável plástico por múltiplos projectos de Teatro de Rua, destacando-se o projecto “Memoriar” (Agigantamento do Ciclista – Boneco tradicional – Máquina de peregrinar para o evento regular diurno da Expo’98 e Expo 2000 em Hannover – Produção do Trigo Limpo teatro ACERT). “Golpe d’Asa”, “Pinóquio”, “A Viagem do Elefante’ (criação do Trigo Limpo teatro ACERT e parceria da Fundação José Saramago), entre outros. Cenógrafo do Trigo Limpo Teatro ACERT desde 1996, nesta qualidade assinou e/ou colaborou em mais de 40 cenografias desta companhia. Igualmente assumiu responsabilidades no domínio da cenografia de espetáculos de Peripécia Teatro, Teatro A Barraca, Cooperativa Bonifrates, TMG, CITEC, entre outros. Como designer gráfico tem produzido trabalho para a ACERT e outras entidades culturais, das quais se destacam: A Barraca, A Teia – Grupo de teatro de Alvarim, Arthobler – Galeria de Arte Contemporânea, Câmara Municipal da Guarda, Peripécia Teatro, Teatro Reg. da Serra de Montemuro.  

Ana Seia de Matos

(Lisboa, 1981). Cresce em Viseu e em 2004, licencia-se em Design de Interiores pelo Instituto de Artes Visuais Design e Marketing, em Lisboa, e pela Facoltá Di Architettura do Politécnico Di Milano, em Milão. Como Designer de Interiores trabalhou em Viseu e no Porto e atualmente trabalha como freelancer e dá formação na área desde 2019. Em paralelo, desenvolve o seu interesse pelas artes plásticas com ilustração e instalações artísticas, destacando-se os trabalhos individuais “Da Velhice”, “Alentar”, “Contemplação”, “Assopro” e agora “uma auxiliar semelhante a ele”. Está regularmente envolvida na criação teatral. Como cenógrafa trabalhou nas peças “Museu da Existência”, uma produção da Amarelo Silvestre (2016); “Kamarád”, uma produção de Mochos no Telhado (2021); “Dos Deuses”, de Leonor Barata (2021). Desde 2019, colabora na produção do projeto Creta – Laboratório de Criação Teatral.

Nuno Leão

Nuno Leão: (n. 1983, Castelo Branco). Inicia a atividade artística em 2004, com a fundação da Companhia Cães à Solta. Em 2009 cria “Antes de Descobrir a Garanta”. Em 2010 trabalha com os Artistas Unidos. No mesmo ano termina a Lic. em Teatro – Ramo Atores na ESTC de Lisboa. Desenvolveu investigação no IELT da Univ. Nova de Lisboa. Em 2011 estreia “Efabulação” (prémio melhor interpretação masculina). Estreia-se na Ópera, em 2011, no Teatro Nacional São Carlos, com “Carmen” de Georges Bizet. Em 2012 funda a Terceira Pessoa – Associação, onde criou “Kurt Cobain” (2012), “Hey You” (2013), “Inscrição” (2014), “Mãos Pensantes ou Manual de Pensar” (2014), “Primeira Infância: um fabulário” (2015), “The Old Image of Being Loved” (2016), “Aqui é sempre outro lugar” (2017), “Senso Comum – uma vaga lembrança de um espetáculo” (2018), “Luz Negra” (2020) e “Tekné” (2021). Em 2013/2014 colabora com o Teatro Praga no projeto internacional de artes performativas “TABUROPA” (Portugal, Alemanha, Bélgica, Polónia). Responsável pela direção artística e produção do projeto “Há Festa no Campo / Aldeias Artísticas” desde 2014. No ano de 2015 iniciou projetos que exploram a relação entre o processo fotográfico e as artes performativas: “dizer adeus às coisas”, “ver no escuro” e “souvenirs from the city”. Em 2021 inicia a direção artística e criação do projeto de pesquisa e experimentação artística pluridisciplinar “QR Code”. No período de 2019 a 2021 foi Professor convidado na ESTC de Lisboa. 

Liliana Velho

(Lisboa, 1985) é artista visual, formada em Escultura na Universidade de Belas Artes de Lisboa (2009), possui o mestrado em Ensino das Artes Visuais pela ARCA, Coimbra (2012) e actualmente frequenta o 2º ano do Doutoramento em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes do Porto (2021). Trabalha na Rede de Museus Municipais de Viseu, e é formadora no PEEA, Programa de Educação Estética e Artística a nível nacional. Trabalha também assiduamente como formadora, na Associação Oficinas do Convento, em Montemor-o-Novo. Nos últimos anos, tem-se dedicado à escultura em cerâmica, escolhendo o barro como o material mais importante da sua prática. É artista representada pela ZeTGallery, em Braga, destacando-se na área da cerâmica a exposição colectiva “2 ou 3 choses que je sais d’elle” realizada em 2021. Expõe regularmente, em exposições individuais e em colectivos de arte colaborando com outros artistas. 

Nuno Rodrigues

(Viseu, n. 1979) Formado em Design, em 2003, pela Universidade de Aveiro, funda com João Garcia o atelier de design ‘DPX’. Assegurando a comunicação gráfica de agentes culturais como Teatro Viriato, Cia. Paulo Ribeiro, Cine Clube de Viseu, Comum – Rede Cultural, Lugar Presente, entre outras companhias independentes. Envolvem-se também na criação de identidades e comunicação para municípios, candidaturas autárquicas e empresas, incluindo a criação e paginação do Jornal do Centro (até 2005) e na sua refundação em 2014 (até 2016). Individualmente, participou na comunicação e co-produção de vários projectos culturais, pontual e/ou regularmente, como Jardins Efémeros (Pausa Possível), VistaCurta e Cinema na Cidade (CCV), Cult.Urb e Solos & Solidão (Carmo’81), Mina e Canas 44 (Amarelo Silvestre), Palco Para Dois ou Menos (Naco), Obj Art Lab (João Dias), Viseupédia e Museu do Falso (Projecto Património), Projecto Karamázov (Ritual de Domingo), entre outros. Institucionalmente, colabora regularmente com o Município de Viseu em design editorial, comunicação de campanhas, eventos e exposições. Produção gráfica e comunicação da Feira de São Mateus (Viseu Marca). Relação com o Instituto Politécnico de Viseu como colaborador externo no processo de redesenho da identidade da marca IPV. No campo empresarial, destaque para as colaborações com o grupo De Lemos/Habidecor, Controlvet, Alva – Research and Consulting, JS Clínica Médica, Beiragel, Incoveca, Restaurantes como Maria Xica e Inproviso. 

Ficha Técnica

COORDENAÇÃO E EDIÇÃO: Rui Macário
DIREÇÃO MUSICAL E ARTÍSTICA: Ana Bento
DESIGN E REGISTO: Luís Belo
ILUSTRAÇÃO: L Filipe dos Santos

O Cancioneiro dito “dos Antíguos” foi financiado ao abrigo do Programa Municipal de Apoios Eixo Cultura Viseu 2022/2025, da Câmara Municipal de Viseu.

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