Um projecto de:

Livro "Protuberância Magnética em Viseu – Como Viajar no Tempo"


Autor João Carmo
Tipologia Livro
Data 2012
Nº de Inventário MF.2012023

Memória Descritiva

A produção desta peça iniciou-se com a compra de um pequeno caderno de anotações, essencial a qualquer cientista cuja mente fervilha com ideias. Inicialmente, e sem qualquer sentido de rumo, o caderno foi preenchido com alguns dos alicerces básicos que suportam aquilo que é conhecido como Mecânica Clássica e Relatividade Restricta. Posteriormente, com o aprofundar das equações e pressupostos, surgiu a intenção – talvez um pouco cliché – de criar uma história de ficção científica, envolvendo algum tipo de anomalia plausível à conceptualização de uma viagem temporal.



A Falsidade Explicitada

O campo magnético terrestre não é uniforme e, de facto, apresenta variações consoante a posição geográfica, que podem ser bastante acentuadas. No entanto, o valor desse campo, mesmo no ponto de maior intensidade, é tão baixo que um simples circuito eléctrico com uma pilha é capaz de o ofuscar e confundir uma bússola.

As flutuações no campo magnético são incertas e um máximo de intensidade pode ocorrer em qualquer zona do planeta. Para esta história, considerou-se que esse efeito se registou em Viseu. No entanto, nunca poderia assumir valores suficientes para alimentar uma pequena lâmpada.

Uma viagem no tempo para o futuro é, não só teoricamente possível, como fisicamente comprovada. O engenheiro russo Sergei Avdeyev passou 747 dias abordo da estação russa Mir tendo, por isso, envelhecido 0.02 segundos menos do que qualquer outra pessoa na superfície da Terra. Este efeito deve-se à dilatação do espaço-tempo que acontece quando algo é sujeito a velocidades muito elevadas. Avdeyev é detentor do recorde da dilatação temporal experimentada por um ser humano, à data da escrita deste artigo (Setembro, 2012). Quanto maior for a velocidade, maior é o efeito da dilatação. No entanto, para conseguir as velocidades elevadas necessárias para se efectuar uma viagem ao futuro – tal como a imaginamos, é necessária uma quantidade enorme de energia – mais do que a humanidade inteira dispõem actualmente.

As ideias rabiscadas no caderno são, nada mais, do que equações e leis da física dispostas de maneira quase aleatória – sem alguma ligação verdadeiramente coerente. O objectivo é tornar a história plausível aos olhos destreinados.



O Autor: João Carmo


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